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sábado, 27 de fevereiro de 2010

Álvaro Noite em Alta


O esgrimista Madeirense volta a estar em Alta.

Na Taça do Mundo de Viana do Castelo, do dia 20 de Fevereiro, conseguiu conquistar o 13º lugar num total de 91 atiradores.
Noite ganha ao Polaco Mateusz Ulanowski por 15-8, depois ao Italiano Orazio Iozzia por 15-6, acabando por perder com o polaco Filip Plocharski por 15-7.

Na Prova Nacional Juniores 4, jogada no dia seguinte, voltou a premiar-nos com um 1º lugar.

Segundo o Mestre Carlos Rodrigues o atleta está em grande forma e a jogar muito bem.

Saber mais em:
http://www.fpe.pt/index.php?/por/Competicoes/Provas/Fevereiro/Taca-do-Mundo-Viana-do-Castelo

http://www.fpe.pt/index.php?/por/Noticias/Taca-do-Mundo-de-Viana-do-Castelo

http://videos.sapo.pt/d7Dpf7FkATP0OAhjDqVN

Daniel Pinho e a Esgrima - Visão dos pais



Ter um filho esgrimista...

Era ainda muito pequenino, com 3/4 anos de idade, quando o nosso Dani começou a brincar com as tábuas de madeira fininhas que usávamos para acender a lareira. Escolhia as que lhe pareciam mais adequadas e passava horas a lutar contra um adversário imaginário. Isto até a avó se meter na brincadeira. O que nos chegou a trazer alguns “embaraços” porque quando ele não encontrava a dita tabuinha gritava com toda a força dos seus pulmões:”Onde está a espada para matar a avó?”. Dentro de casa ainda achavamos piada, o pior era quando dizia isto no quintal ou na rua.

A partir daqui as suas fantasias de Carnaval foram sempre as mesmas: Zorro, D`Artagnan, ou qualquer guerreiro que usasse uma espada.

O começo na esgrima só se deu aos 10 anos. O Dani tinha já praticado diversos desportos mas nunca nenhum o cativou o suficiente. Até que vimos um anúncio da modalidade de esgrima numas actividades de férias e procuraramos saber onde se praticava. Fomos recebidos pelo mestre Carlos Rodrigues e os treinos começaram. Nunca notamos qualquer desânimo ou vontade de desistir. E a paixão pela esgrima foi crescendo.

As primeiras derrotas no continente não foram fáceis, mesmo com a presença e apoio do pai. Com o passar dos anos o Dani melhorou a capacidade de lidar com a frustação de não ganhar. Hoje, quando perde, não esconde a sua tristeza mas, quando o tentamos consolar diz-nos que está bem e parece preferir que não lhe falemos muito. Quando ganha, a alegria vê-se mais na expressividade dos olhos e no lindo sorriso do que em gritos de alegria. Nunca se vangloriou das suas vitórias. E preza-nos muito observar quando pede desculpa ao árbitro por ter cometido alguma ilegalidade no jogo.

Para nós, pais, as idas ao Continente, são sempre motivo de muita ansiedade. É a preparação do saco (a mãe tem sempre aquela sensação horrível de que pode faltar alguma coisa importante:” Levas as meias, a luva, o gillet?”), é uma noite com poucas horas de descanso a que antecede a viagem, depois é a viagem de avião, que causa sempre algum stress e claro os jogos, em que ficamos aqui desejando estar lá para lhe dar todo o apoio. A alimentação adequada também passou a ser uma preocupação, fizemos pesquisas, procuramos opiniões e vamos tentando dar ao Dani tudo o que precisa. Mas a falta de apetite quando chega a casa depois dos treinos continua a preocupar-nos.

As provas na Madeira são mais fáceis de gerir tentamos estar presentes o máximo do tempo, dar apoio ao nosso filho, e uma mochila recheada de bebidas energéticas e alimentos, que por vezes acabamos por distribuir pelos outros esgrimistas porque o Dani sob stress e excesso de esforço perde o apetite.

Nos primeiros anos os hematomas que foram aparecendo no corpo do Dani também causaram indignação em alguns professores, perante os quais tivemos que defender a modalidade e informarmos das suas vantagens.

Neste momento os treinos são diários. Por enquanto o Dani consegue conciliar a escola com o desporto, mantendo as boas notas. Quando tem prova no continente dificilmente consegue assistir à 1ª aula de segunda feira, temos tido o apoio da escola e do clube na justificação destas faltas.

Os treinos diários vieram aumentar as viagens Câmara de Lobos/Funchal e Funchal/Câmara de Lobos, a hora do jantar teve de ser adiada para mais tarde, toda a família teve de se ajustar mas, acreditamos que o empenho por um desporto deve ser sempre apoiado e vemos no nosso filho uma força de vontade e uma dedicação tão grande para ser um bom esgrimista que não há dificuldade que nos derrube e nos impeça de estar presente e lhe dar todo o apoio possível.

O nosso envolvimento com os restantes esgrimistas também foi crescendo, alguns conhecemos desde o principio e também acompanhamos o seu crescimento. Tem sido, sem dúvida, importante o convivio salutar de entreajuda e amizade que se vive entre os esgrimistas madeirenses e que tem contribuido para que também nós pais nos apaixonassemos pela modalidade.

Hoje, passados 6 anos, as medalhas e as taças acumulam-se por toda a casa. Para a família representam um motivo de orgulho mas, acima de tudo, representam tudo o que o Dani é ... um lutador.

Os pais do Dani

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Campeonato Nacional de Cadetes

Nos dias 13 e 14 de Fevereiro, realizar-se-à na Academia da Força Aérea - Sintra, o Campeonato Nacional de Cadetes.

Os atiradores apurados para comparecer à prova são:
- Nancy Jokanovic (C.F.União)
- Fabiana Pinto (C.F.União)
- Suse Camacho (C.F.União)
- Décia Leça (C.D.R.Santanense)
- Daniel Pinho (C.D.1º Maio)
- Paulo Branco (C.D.R.Santanense)
- Cláudio Faria (C.D.R.Santanense)
- Vitor Ornelas (C.D.R.Santanense)

Dia 13 Fevereiro (Sábado)- 13:15 - Prova Individual Florete Masculino e Feminino

Dia 14 Fevereiro (Domingo) - 8:30 - Prova Equipas Florete Masclunino e Feminino

Desejamos que corra tudo bem, esforcem-se ao máximo e tragam para vocês e para a Madeira o melhor resultado. Boa viagem e boa prova!

Campeonato Regional de Juniores conta com quatro clubes

No dia 6 de Fevereiro, realizou-se na Sala de Armas do Funchal, o Campeonato Regional de Juniores, que pela primeira vez contou com a participação do Clube Escola Gonçalves Zarco.

Esta foi uma das provas mais competitivas da história do Campeonato Regional.

Na final Individual Masculina os atiradores João Basilio (CDRS) e Daniel Pinho (1º Maio) nunca estiveram a mais de 2 pontos de diferença, terminando o resultado a 15-14 - vitória para o João Basílio (CDRS). Damos os parabéns ao Daniel que, apesar de pertencer ao escalão de Cadetes, dificultou ao máximo o trabalho do João e se ganhasse seria também um justo vencedor. Ambos marcaram a história do Campeonato Regional com um jogo muito disputado e com qualidade.

Na prova florete individual feminino o Clube Futebol União levou duas atiradoras à final, vencendo a Suse Camacho por 15-9 à Nancy Jokanovic.
Na Prova de Equipas Femininas, as atletas do C. D. R. Santanense jogaram com maior "garra" e mostraram o seu valor, vencendo ao Clube Futebol União com um resultado confortável de 45-26.

Na Prova de Equipas Maculinas nas meias finais ganhou o C.D.1º Maio (45) ao C.E.Gonçalves Zarco (18), perdendo na final com a equipa do C.D.R.Santanense, que sem dúvida foi a justa vencedora, com um resultado de 45-38.
Vejam video realizado por Prof. Jorge Mendes

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Clube Escola da Gonçalves Zarco - Entrevista Prof. Jorge Mendes

SP - Prof. Jorge, como responsável pela abertura da secção de esgrima do clube escola da Gonçalves Zarco, será que nos pode dizer quando e como surgiu este projecto?
Prof. Jorge - Este projecto, tal como em muitas coisas da nossa vida, cresceu de um conjunto de circunstâncias. Eu pessoalmente, sempre achei a Esgrima um desporto muito interessante, e sempre tive curiosidade em um dia o vir a experimentar. Nunca tive essa oportunidade a nível pessoal, no entanto, foi uma das modalidades que propus à minha filha, ao que ela aceitou e tratei de me informar sobre a forma proporcionar a sua prática. Depois de a deixar no primeiro treino, que me impressionou muito pela positiva, na sala de armas do CFU e com o Mestre Carlos, eu já começava a pensar em treinar também Esgrima.
Quando num dia de reunião do clube escola, com os meus restantes colegas, me informaram que seria necessário criar mais uma secção desportiva além da de Atletismo que tínhamos criado no ano lectivo anterior. Começámos por ver as possibilidades de espaço e as modalidades que poderiam ter interesse para os alunos da nossa escola, ao que me lembrei da Esgrima, que foi logo aceite por todos. Como nota, devo referir que sem eu saber, um colega, o Prof. Pedro Brázio, já tinha, no final do ano lectivo passado, falado em desenvolver a Esgrima na escola, mas por impossibilidade de horários não conseguiu ir em frente com o projecto, para muita tristeza minha, mas certamente logo que tenha essa possibilidade irá com certeza abraçar este projecto. Portanto, como pode ver, foi um conjunto de circunstâncias e de necessidades que levaram ao aparecimento da Secção de Esgrima do Clube Desportivo Gonçalves Zarco.
SP - Porquê a modalidade de Esgrima?
Prof. Jorge - Acho que na pergunta anterior já respondi a esta questão, mas posso aprofundar um pouco mais.
A Esgrima foi a nossa opção, pelas seguintes razões:
- Seria uma novidade; uma modalidade que os nossos alunos não abordam na nossa disciplina; dar a oportunidade para novas descobertas.
- Tínhamos um espaço onde poderia ser desenvolvida.
- Sabíamos que havia massa crítica de conhecimento na região, com o Mestre Carlos.
- Sabíamos que a Federação Portuguesa de Esgrima dava apoios para abertura de novas salas de armas, situação fundamental, pois o nosso orçamento é zero.
- Todos os colegas do Clube foram a favor.
- Por último e a mais importante de todas, porque os nossos alunos mostraram grande interesse, se assim não fosse, não faria sentido criar esta nova secção do clube.

SP - Qual tem sido a receptividade e feedbacks por parte dos alunos/atletas que têm experimentado a modalidade?
Prof. Jorge -Esta tem sido uma das situações que nos tem dado mais força, os nossos alunos, como estávamos à espera, tiveram e ainda têm uma grande receptividade a esta modalidade.
Primeiro, todos a conhecem, mas poucos a experimentaram. Logo, a curiosidade fez com que tivéssemos muitas inscrições, no início do ano lectivo, que foi o nosso primeiro teste. Se tivessemos poucas inscrições, provavelmente teríamos de escolher outra modalidade, que
fosse ao encontro das necessidades dos nossos alunos.
No primeiro treino, dos alunos todos que passaram por lá para experimentar, apenas uma aluna saiu a dizer que não tinha gostado e que não iria voltar, todos os restantes disseram que tinham gostado e que iriam voltar aos treinos. Nesse dia devem ter passado na sala, cerca de 30 a 40 alunos, tanto rapazes como raparigas.

SP - Quantos atletas já frequentam os treinos?

Prof. Jorge - Em todos os treinos aparecem alunos novos para experimentar, temos 6 kit's, gentilmente cedidos pela Federação Portuguesa de Esgrima, através do programa de apoio ao arranque de novas salas de armas, e devo dizer que nunca aconteceu ficar com fatos sem serem usados; o mais frequente é ter alunos à espera que fique um kit livre. Em média, nunca temos menos de 10 alunos por treino.

SP - Quando pensam começar a participar nas provas regionais ofíciais?

Prof. Jorge - Esperamos começar a participar já no próximo fim-de-semana, no Campeonato Regional de Juniores, com vários alunos do escalão de cadetes e júniores, depois iremos entrar sempre em todos os restantes escalões.

SP - Quais as maiores dificuldades sentidas no desenvolvimento deste projecto?

Prof. Jorge - Muito sinceramente as dificuldades têm sido poucas, pois toda a gente tem ajudado. Logo, até acho que tem sido um processo muito simples. Ao nível da escola, existe o empenho em proporcionar aos alunos um acesso a uma modalidade que seja do interesse deles, logo, têm ajudado em tudo o que podem, tanto ao nível da Direcção Executiva, na pessoa da sua presidente Dra. Maria João e das restantes colegas, como da nossa Presidente do Clube e Presidente do Conselho Pedagógico, Dra. Divone Homem de Gouveia. Devo fazer uma observação especial para o Prof. Sérgio Abreu, que muito se tem esforçado para que o Clube cresça em número de modalidades e de serviços prestados, sendo incansável a sua colaboração. Ao nível da Federação Portuguesa de Esgrima, na pessoa do seu Exmo Presidente e do Director Técnico Mestre Miguel Machado, a disponibilidade, simpatia e prontidão foram a regra e nunca a excepção. E no final, mas não menos importante, a figura central de todo este processo, o Mestre Carlos Rodrigues que, com toda a sua paixão por esta modalidade, consegue realmente dar força a quem o rodeia para ir em frente com a Esgrima. Devo dizer que os treinos feitos no primeiro período, foram dados com material emprestado pelo Mestre Carlos e esta foi apenas uma das muitas situações em que o Mestre deu o passo em frente e nos apoiou. Temos que agradecer também à ADM que nos auxiliou na realização das filiações e inscrições de atletas.

SP - Quais as ambições/metas futuras?

Prof. Jorge - A nossa ambição é dar um espaço aos nossos alunos, para que estes possam treinar uma modalidade que gostem, sem a preocupação de grandes resultados, mas que através do desporto, conheçam novos amigos e que tenham experiências novas. Deste modo, proporcionamos os treinos, para que os alunos possam elevar os seus níveis de conhecimento e prática desta modalidade e achamos muito importante também a competição que, nesta altura de arranque, será importante para que os nossos alunos conheçam novas realidades e façam novas amizades. No Futuro, ambicionamos que todos os alunos da escola já tenham pelo menos experimentado uma vez a Esgrima. O nosso sonho era que a Escola inteira (alunos, funcionários e professores) praticasse Esgrima. Não é o nosso objectivo principal, mas vamos ajudar na detecção de novos talentos para a Esgrima Regional.

SP - Que mensagem gostaria de transmitir aos esgrimistas madeirenses e aos respectivos treinadores?

Prof. Jorge - Aos esgrimistas, gostaria de lhes dizer, "não imaginam a sorte que têm, em ter treinadores e um ambiente de trabalho como o actual". Aos treinadores, gostaria de dizer, "ainda bem que sabem a sorte que têm, por trabalhar com estes esgrimistas". O ambiente vivido nesta modalidade é muito interessante e que, muito dificilmente, iremos encontrar noutras modalidades, além do mais, apesar de ser uma modalidade muito antiga e tradicional, não se deixou ficar no tempo e soube sempre aproveitar as novidades tecnológicas, ao contrário de outras modalidades, que tentam resistir sempre à evolução. Logo, é uma modalidade muito interessante e com futuro, o que é bom tanto para os esgrimistas, como para os seus treinadores.

Para terminar, deixo uma mensagem para os esgrimistas e treinadores regionais, "preparem-se pois o Clube Desportivo Escola Gonçalves Zarco e os seus atletas vieram para picar!"